A Terapia Familiar é uma intervenção realizada por um profissional de saúde, com formação específica nesta área.
É uma intervenção focada nas relações familiares e nas dinâmicas entre os seus elementos, tendo a comunicação como instrumento principal.
Tem como objetivo contribuir para o bem-estar entre os diferentes elementos da família, tendo como referência um problema identificado pela própria família.
Pode dirigir-se à relação do casal, à relação pais-filhos ou à relação entre elementos da família alargada ou de origem, mesmo quando nem todos possam participar presencialmente.
A consulta de Terapia Familiar pode ser útil também na preparação da família para as diferentes fases do ciclo de vida, como o casamento, o nascimento de um filho, a entrada dos filhos para a escola, a morte de um elemento, separação ou divórcio do casal, entre outras.
Esta intervenção pressupõe a realização de várias sessões com periodicidade a definir pelo terapeuta e a presença de todos ou apenas alguns dos elementos da família, de acordo com a problemática a tratar.
A Clinica Sanapsy tem uma oferta em Terapia Familiar Sistémica diversa, nomeadamente:
Intervenções clássicas – constituídas por várias sessões, que, na sequência de um pedido da família, através de um ou mais dos seus elementos e com a própria família, pretendem chegar a uma dinâmica funcional e relacional mais confortável e eventualmente aceite por todos. O fim da intervenção terapêutica é definido de forma consensual pela família e pelo terapeuta, quando se considerar terem sido obtidos os objetivos da intervenção. Pode, no entanto, ser interrompida, a qualquer momento, por qualquer uma das partes, por razões justificáveis.
Intervenções breves – A família, como entidade eminentemente relacional, integra indivíduos ligados por laços afetivos e funcionais, evoluindo, classicamente, por fases. Essas fases exigem uma adaptação dos seus elementos a novas tarefas e dinâmicas, que correspondam não só às necessidades individuais como às de todo o sistema familiar – nuclear e alargado. De considerar, nesta evolução, o peso dos valores da família, das suas especificidades bem como do ambiente cultural e social onde se integra.
A mudança de fase na vida da família, chamada de crise, determina alterações no seu funcionamento e nas relações dos seus elementos muitas vezes desafiantes e difíceis.
Consideram-se habitualmente as seguintes fases (adaptadas de Relvas, 1996):
- Formação do Casal;
- Nascimento de um filho, a família com filhos;
- Entrada dos filhos na escola, a família com filhos na escola;
- Saída dos filhos de casa;
- Perda de elementos da família de origem, nomeadamente pais/avós;
- Morte de um dos elementos do casal.
A estes momentos clássicos poder-se-á acrescentar outros, nomeadamente:
- Separação/Divorcio;
- Doença crónica progressiva;
- Situação de desemprego.
Considera-se que todas as famílias são naturalmente competentes para lidar com estes momentos ou fases particulares (Ausloos,2003), no entanto, nem sempre é fácil ou óbvio para a família a perceção dos seus próprios recursos e capacidades, desencadeando, frequentemente, sentimentos de assoberbamento, insegurança e frustração que impactam o funcionamento familiar.
As Intervenções Breves no ciclo de vida familiar propõem que, num bloco de três sessões, de frequência semanal se reflita e avalie, com a própria família, a situação específica em causa, autoaprecionando tarefas, dificuldades, capacidades e recursos e soluções aceites pelos próprios, antecipando assim a melhor resposta possível da família.
Intervenções de sessão única: Sessões realizadas a pedido de famílias, casais, pessoas individualmente ou profissionais de áreas diversas (educação, segurança social, CPCJ, outras) que pretendam refletir, com o terapeuta familiar e na perspetiva da Terapia Familiar Sistémica, uma situação concreta e específica. Esta avaliação pode contribuir para uma melhor avaliação de factos, acontecimentos ou dinâmicas contribuindo para decisões eventualmente mais sustentadas.